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sexta-feira, 12 de março de 2010

Um sonho, uma mensagem

O mundo já havia acabado para a raça humana, criadora dos robôs, ela mesma acabou se destruindo em guerras e doenças, foi então que o único legado de nossa inteligência decidiu nos devolver o favor.
Nos mares, foram despejadas incontáveis cápsulas, contendo células de um material chamado Nanomolécula, criado pelos robôs para assumir a forma mais humana possível. O único lugar onde as Nanomoléculas poderia trabalhar eram as profudenzas do oceano, onde encontrariam a temperatura e pressão ideal para sua transformação, nelas, já estariam guardados todos os dados referentes a emoções, e foi dada uma cópia digitalizada do código genético de um único individuo humano. Após meses, seres metálicos nada parecidos com humanos vieram a superfície, e lá, já os esperavam gigantescas embarcações, cheias de botes para levá-los para um lugar desconhecido, em cada bote, iriam 6 indivíduos, e em um deles estava eu.
Eu me erguera, e saíra da água para entrar no bote, entrei e sentei na primeira fila. Todos os outros pareciam um pouco agitados e confusos, lembro de observar suas diferentes faces metálicas, sem expressão olhando para os lados e procurando algo que nem mesmo eles sabiam o que era. De alguma forma sentia-me diferente, diferente por imaginar ser diferente, duvido se outro chegou a sentir-se assim.
É então que do nada um outro se aproxima da borda, e o último a entrar, um individuo amarelado diz: - Você não é bem vindo aqui, vá embora.
- Vocês vão ter de confiar em mim, deixem-me entrar.
- Não é nosso destino aonde você vai. – o amarelado insiste.
O individuo entra sem avisar, e vai direto no painel de controle do bote, eu o observo atentamente, seus movimentos são perfeitamente humanos, e ele parece saber o que fazer.
- O que eu devo fazer? – pergunto.
Ele para por um tempo, olha para mim e em seguida diz.
- Você não é como os outros, é como eu, tudo bem, cheque os dados dos tripulantes.
Cheguei no painel, e com meus dedos metálicos tentei acessar os dados sem êxito, então, subitamente começo a escutar sons estranhos vindos de dentro da minha cabeça, para ser exato, era lembranças de uma noite de amor, vindas somente em sons, minha cabeça doeu freneticamente, e eu gritei de dor. Neste momento todos me olharam e os guardas, nos avistaram e começaram a nos perseguir. Como todos os sonhos, é chegada a hora das contradições, os guardas eram dois humanos, um homem de rosto familiar, e uma mulher, da qual o rosto eu já vi em muitos filmes famosos. Eles nos perseguiram por muito tempo, até que conseguiram atingir nosso bote, neste momento outra contradição, estávamos pendurados em uma gigantesca instalação metálica, e eu subitamente me joguei lá de cima.
Ao cair no chão, não senti dor alguma, entrei dentro do bote virado, abri um compartimento e coletei armas, ao me virar, recebo uma facada na barriga, é a mulher, ela olha fixamente para mim.
- Janaina? – eu digo, agonizantemente.
Ela me olha, e diz meu nome, da qual não lembro, em seguida eu a seguro para não cair no chão, enquanto observo os outros humanos chegando a minha volta, eles parecem de alguma forma surpresos por algo que vêem em mim.
- Você mereceu isso. – ela diz, algo em sua expressão me diz que ela tinha ficado espantada e se arrependido profundamente do que fez, mas que não podia demonstrar.
Caio lentamente no chão, enquanto tudo vai ficando escuro. Eu finalmente acordo.


Para mim, a mensagem passado foi a de que as emoções nos tornam diferentes, capazes de tomar decizões que na maioria das vezes são boas para nós, as emoções são as armas que podemos usar para descobri-mos a nós mesmos, aquele que não age por emoção é só mais uma cópia barata de ser humano, que apesar de ser fisicamente diferente, age da mesma maneira que o resto, não deixe você mesmo, seu eu interior ser destruido por um mundo que mais a mais dispença sentimentos, eles nos foram dados para que sejamos realmente diferentes uns dos outros, e eu vou usá-los para isso.
Esse sonho realmente aconteceu, sonhei com ele 1 hora atrás, achei-o tão incrivel que tive de redigí-lo e paresentá-lo aqui.

Obrigado à aqueles que leram.

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