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quinta-feira, 22 de abril de 2010

É inevitável

As ondas vinham cada vez mais fortes, e o garotinho sentia o fim delas em suas pequenas perninhas. Seus pequeninos pés se enterravam na areia enquanto ele corria pela praia - Não corra! - dizia sua mãe. - Não corra tanto asssim.
Mas ele corria e não pensava em parar, pois as ondas não paravam, então ele não podia parar, ele tinha de continuar fazendo pegadas na areia, enquanto as ondas apagavam as velhas pegadas deixadas para trás.

- Não corra tanto assim, você pode cair. - gritou sua mãe, seguido de que o pequenino realmente caiu à areia, marcando esta com todo seu minúsculo corpo, a criança se levanta e começa a chorar. Sua mãe se aproxima e pergunta - Por que choras? A areia é fofa, não deves ter te machucado. - e o garotinho, enxugando suas lágrimas responde - Minhas pegadas mamãe, elas foram apagadas.

Sua mãe perplexa reflete e diz - Meu filho, de maneira ou de outra, em algum momento você teria de sair da praia, e suas pegadas seriam apagadas da mesma forma. - o garotinho para de chorar e olha para sua mãe, pede sua mãe e os dois se levantam e vão continuam andando em frente.

Ao se levantar, o garoto deixou a marca de seu pequeno corpo na areia. A marca foi lentamente sendo apagada pelas ondas, porem, mesmo andando o garoto deixava pegadas, e para onde ele fosse, elas o seguiriam, era simplesmente inevitável, inevitável como todas as outras coisas.

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