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terça-feira, 18 de maio de 2010

The Grotto

Hoje, eu tive um sonho, mas não foi um sonho qualquer. Hoje eu tive um sonho que mais uma vez daria um filme fantástico, já é a terceira ou quarta vez que tenho sonhos assim.

The Grotto (A Gruta)

Em alguma cidade de alguma província da Inglaterra, há uma Gruta famosa por abrigar dezenas de crianças de rua de noite, as lendas diziam que quem entrasse lá pela noite um espírito nunca mais deixaria aquela pessoa sair.

Hum garoto que estava fazendo uma viajem à passeio pela Inglaterra, está passando suas noites em um albergue logo ao lado da famosa gruta, o garoto desconhece ou ouviu poucos rumores sobre a gruta. O garoto acha estranho que pela manhã as crianças de rua ficam por ai, sentadas, cabisbaixas, procurando o que fazer, não se intimidam e não se importam nem um pouco com as pessoas ao seu redor, não pedem comida e nunca falam com ninguem.

Certa noite, por ter chegado muito tarde no albergue, o garoto tem uma briga com o dono, que o expulsa do albergue. Já por estar muito tarde, o garoto procura o lugar mais protegido onde ele poderia passar a noite, a gruta, estaria logo ali ao lado, e foi para lá que o garoto se dirigiu. Ao entrar na gruta de madrugada, o garoto percebeu que as crianças se juntavam nos cantos e ficavam quietas, a maioria acordada, outras dormindo, não haviam rostos felices, eram simples rostos desesperançosos e cabisbaixos. O garoto entrou um pouco e decidiu voltar, ao chegar perto do portão, uma das crianças passou a sua frente e disse "Você não pode mais sair.", estranhando a situação, o garoto diz "Por que eu não poderia sair daqui?" enquanto observava que outras crianças fechavam o portão, "O porteiro não vai deixar." a mesma criança diz, ao mesmo tempo em que o garoto se joga para fora da gruta pela brecha que ainda estava aberta do portão. Ao se levantar já do lado de fora, o garoto percebe que as crianças nada mais fazem para impedí-lo, mas o cão, com aspécto bondoso que ficara sempre do lado de fora, agora se virou e está rosnando ferosmente, como se fosse atacar a qualquer momento. O garoto da alguns passos para o lado, se distânciando da gruta e do cão, ao mesmo que este passa a rostar mais cada vez que o garoto se distância mais da gruta. Por medo o garoto decide voltar, ele percebe que não há como sair da gruta sem ter que correr do cão, e decide passar a noite lá.

Ao acordar pela manhã, o garoto está só dentro da gruta, as crianças já estão lá fora fazendo o que sempre fazem, ele se levanta, limpa suas roupas e sai normalmente sem que ninguem o interrompa. O garoto percebe que o cão de outrora está no mesmo local dormindo, e que novamente tem um aspécto pacifico e bondoso. O garoto tem um dia normal visitando os lugares mais famosos da cidade, e encontra um novo albergue para passar a noite. Muito cansado ele pega no sono rápido, enquanto dorme o garoto tem pesadelos frenéticos com a gruta, e ao acordar no meio da noite, está sendo arrastado pelas ruas escuras e frias da Inglaterra, pelo mesmo cão que o impediu de sair da gruta noite passada. Este, ao perceber que o garoto acordou solta-o e fixa o olhar nos olhos dele. O garoto pensa estar maluco ao ouvir palavras saindo da boca do cão de rua, "Você não pode fugir, eu sempre estarei lá, te trarei para sua nova casa todos os dias, porque eu não canso, eu nunca me canso, agora você é meu novo hóspede, e eu, eu sou seu porteiro, agora venha!" pertubado, o garoto se vira com o intúito de correr para longe do cão, fracasando e tendo a bainha da calça mordida pelo cão, que o arrasta para dentro da gruta em seguida, deixando-o lá.

Isso perdura por dias, até que o garoto começa a pesquisar as histórias e os mitos em uma biblioteca pública, e descobre que a muito tempo, uma família entrou na gruta para observar e passear, e a mulher e seus dois filhos nunca mais voltaram, o marido fora encontrado três dias depois com queimaduras por todo o corpo - existem uma estranha curiosidade dentro da gruta, o fogo que sai das rochas, vindo de pequenos depósitos de carvão sempre em brasas abaixo da gruta -, o homem foi resgatado, mas morreu dias depois no hospital. O garoto começou a imaginar coisas. Ele imaginou que o cão poderia ser o homem, traumatizado, que simplesmente quer encontrar sua família mas tem medo de entrar novamente no local, e por isso, prende as pessoas com o intúito de que elas os procurem para ele. Com estas novas informações o garoto volta para a gruta de noite, e tenta conversar com o cão. Ele tenta dizer que irá procurar pela família dele, e que não precisava ter feito tudo aquilo, nem prender as crianças. O cão responde que as crianças moram lá porque querem, e que ele só prende certos adultos, e que a maioria dos adultos tem maldade no coração, o garoto diz que vai entrar nas profundezas da gruta na noite seguinte, e que retornará com a família do cão, seja lá como for lá dentro.


Bem, sinto muito se estava ficando legal, mas isso é tudo o que eu me lembro do sonho, aliás, nem teve realmente todo esse detalhe, é claro, que como escritor adicionei algumas coisas para dar ênfase a história, mas é basicamente isso.
O que eu imagino para um bom final, é o garoto encontrado ossadas de uma mulher e de uma criança, e trazendo-as para o fora dias depois, a policia os bombeiros e os paramédicos estão o esperando, assim como o cão, com aquele aspécto bondoso e pacífico, o garoto possui queiamduras por todo o corpo, ele fala para o cão que conseguiu completar a missão, e pergunta se pode ir para casa, o cão responde que sim, o garoto já na maca desmaia e é socorrido, um dos paramédicos acha que o garoto está delirando, pois fala com um cão - é claro que o paramédico não escuta o cão falar -, e isso é tudo.

Realmente um cão falando é tenso. Espero que mais um sonho meu tenha sido interessante para vocês, agora vou aproveitar e dormir de novo, pois acabei de acordar deste sonho, e estou morrendo de sono.

Obrigado!

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