quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Ressurgir
Joga-me às sombras, faz de mim um resto, passado esquecido. E larga-me lá, na escuridão. Acredita que estarei na pior, na dor, me esquartejando por dentro como um maniaco psicopata faria, ria, descontraia, esqueça, viva tudo e deixe viver. Faça da sua vida o que os outros querem, seja uma imagem, um ídolo, viva de rótulos. Enquanto estou me reconstruindo em cima de cacos, moldando minha constituição para algo jamais alcançado. Eu não sairei das sombras, as trarei comigo, serei seu mestre. E viverei novamente.
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Reflexão
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Desequilíbrio - Quem sou eu?
Quem sou eu? Quer dizer... o que está havendo comigo? De uns tempos para cá venho fazendo coisas das quais não me orgulho, mas que de certo modo me fazem relutar quanto ao que devo ou não fazer. Meu papel de homem. Tenho ficado com muitas garotas, poucas delas me importam, e das que me importam, não consigo tirar total proveito, ou prazer, tirando uma. Não sei se me sinto a vontade falando sobre isso.
Então... tenho sido um cafajeste, isso é normal para um homem, mas não para mim. Não que eu não seja homem, eu sou, esse mês prova isso muito bem, mas é que eu sou diferente, sempre gostei de ser diferente. Parece até que essa vontade de conquistar todas está me cegando. É como se quisesse dar a todas o que alguém não quis receber de mim. Eu não quero magoá-las, pelo contrário, quero dar a todas elas minha atenção, meu carinho, amor, paixão. Há algo de errado e mau nisso?
Eu não sou um cafajeste. Sou um romântico desequilibrado, que simplesmente adora mulheres.
Então... tenho sido um cafajeste, isso é normal para um homem, mas não para mim. Não que eu não seja homem, eu sou, esse mês prova isso muito bem, mas é que eu sou diferente, sempre gostei de ser diferente. Parece até que essa vontade de conquistar todas está me cegando. É como se quisesse dar a todas o que alguém não quis receber de mim. Eu não quero magoá-las, pelo contrário, quero dar a todas elas minha atenção, meu carinho, amor, paixão. Há algo de errado e mau nisso?
Eu não sou um cafajeste. Sou um romântico desequilibrado, que simplesmente adora mulheres.
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Diário
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Checkpoint - Ponto de Controle
Dias se definem em 24h. Minha vida ultimamente tem sido acordar, trabalhar, relutar sobre o que eu poderia ter sido, o que poderia ter feito, o que devo fazer e se realmente vou conseguir fazê-lo. Não há mais namoro, isso já faz algumas semanas. Se sinto falta dela? É óbvio que sim. Quem não sentiria. Mas não vim aqui para falar disso.
Faz muito tempo desde a minha última postagem neste diário. Quero modificá-lo, pois tenho vontade de recomeçar minha vida. Este é um objetivo difícil agora, mas que eu lutarei para alcançar. Também estou me focando em fazer uma tatoo no peito, da frase que me acompanha há alguns anos: Vi Veri Veniversum Vivus Vici.
Neste momento estou sentado em uma pilha de colchões na sala do apartamento de Thiago Ciarlini, um amigo que me acolheu em tempos de crise. Estou trabalhando, tentando estudar, aguardando uma situação da faculdade que nunca se resolve, e reaprendendo a viver só. A não depender emocionalmente de ninguém. Próximo de mim há uma mesinha onde se encontram o livro The Walking Dead - A Ascenção do Governador, uma carteira gasta de couro, algumas moedas, um maço de Dunhill, ao qual já fumei dois cigarros e estou fumando o terceiro, um isqueiro amarelo da Bic, meus óculos, que deveria estar utilizando agora para não foder a vista com o notebook, se bem que minha vista já é bem fodida, meu velho celular e relógio, duas relíquias deixadas pelo meu pai antes dele ir embora.
Estou só em Manaus. O último Alves Ramos em Manaus... o sentimento de solidão é gritante.
Daqui a uns dois meses o Thiago também vai voltar para sua família em Parnaíba, e vou, novamente estar em um dilema na minha vida, para onde ir? Por isso vou viver cada dia pensando no amanhã. Acredito que a Living Force não possa mais ser utilizada de agora em diante. Preciso pisar firme no chão, focar no futuro, olhar para frente e caminhar. Caminhar sem olhar para trás.
Eu sou um saco de batatas surrado, que urge em continuar a apanhar, levantando-se após cada queda, sem estremecer, não mais, e mantendo aquele sorriso desajeitado pregado, perpétuo no rosto.
Aqui quem vos escreve é Victor Matheus, o último sobrevivente deste maldito apocalipse zumbi. Viverei cada dia com essa merda de sorriso no rosto, sem estremecer ou pestanejar. Brindando a vida, como sempre deveria ter feito.
Faz muito tempo desde a minha última postagem neste diário. Quero modificá-lo, pois tenho vontade de recomeçar minha vida. Este é um objetivo difícil agora, mas que eu lutarei para alcançar. Também estou me focando em fazer uma tatoo no peito, da frase que me acompanha há alguns anos: Vi Veri Veniversum Vivus Vici.
Neste momento estou sentado em uma pilha de colchões na sala do apartamento de Thiago Ciarlini, um amigo que me acolheu em tempos de crise. Estou trabalhando, tentando estudar, aguardando uma situação da faculdade que nunca se resolve, e reaprendendo a viver só. A não depender emocionalmente de ninguém. Próximo de mim há uma mesinha onde se encontram o livro The Walking Dead - A Ascenção do Governador, uma carteira gasta de couro, algumas moedas, um maço de Dunhill, ao qual já fumei dois cigarros e estou fumando o terceiro, um isqueiro amarelo da Bic, meus óculos, que deveria estar utilizando agora para não foder a vista com o notebook, se bem que minha vista já é bem fodida, meu velho celular e relógio, duas relíquias deixadas pelo meu pai antes dele ir embora.
Estou só em Manaus. O último Alves Ramos em Manaus... o sentimento de solidão é gritante.
Daqui a uns dois meses o Thiago também vai voltar para sua família em Parnaíba, e vou, novamente estar em um dilema na minha vida, para onde ir? Por isso vou viver cada dia pensando no amanhã. Acredito que a Living Force não possa mais ser utilizada de agora em diante. Preciso pisar firme no chão, focar no futuro, olhar para frente e caminhar. Caminhar sem olhar para trás.
Eu sou um saco de batatas surrado, que urge em continuar a apanhar, levantando-se após cada queda, sem estremecer, não mais, e mantendo aquele sorriso desajeitado pregado, perpétuo no rosto.
Aqui quem vos escreve é Victor Matheus, o último sobrevivente deste maldito apocalipse zumbi. Viverei cada dia com essa merda de sorriso no rosto, sem estremecer ou pestanejar. Brindando a vida, como sempre deveria ter feito.
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