Ninguém está gritando mais, nada está mais se movendo. Não há segurança em lugar algum, somente o caos. Deixa a fumaça entrar, deixa a vodka dançar. Estive em lugares difíceis de chegar, saí de bares difíceis de entrar. Deixei pegadas imponentes na praia, mas mesmo assim, preciso de mais uma tragada. Mente conturbada, todos criminosos, corra para casa, algum lugar não provisório. Deixa a fumaça entrar, deixa a vodka dançar, deixa as pálpebras caírem, deixa o corpo relaxar.
Eu vou mais longe do que qualquer um, contra o medo e a indignação, passos apressados, e aperto na mão. Deixa a fumaça entrar, deixa a vodka dança. Eu vou chegar lá, ninguém vai me parar. Sei que não há segurança em nenhum lugar. Sou só um soberano conturbado, respirando veneno para acalmar o coração.
domingo, 10 de março de 2013
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