A música, a principio, entende-se por uma crítica a todos os seres humanos, por serem dotados do vício da falsa moral, algo que os torna imprevisíveis, mentirosos e sujos à todo instante. A música instiga a culpa dos humanos no fato de não existirem salvadores: ninguém é completamente bom, nenhuma moral é completamente verdadeira e não há honestidade pura, ao mesmo tempo que todos pregam suas morais como se fossem dotados de algo maior, mentiras, que não podem ser levadas a sério nunca. A questão de estar sempre com o pé atrás quanto a outra pessoa, e por mais que você possua uma amizade verdadeira, deve entender que o seu amigo, ou parceiro é dotado da mesma falsa moral que você, e que usará dela sempre que o/a convir.
Já o clipe mostra um lado mais pessoal, uma auto crítica, levando em conta o mesmo fato, porém mais dubitável, o lado do bem e do mal sempre em combate, dois lados distintos de uma mesma moeda. E como estamos sempre brigando interiormente: intenções boas, boas morais, mas que nunca são seguidas a risca, e que sempre nos levam a fazer as coisas que desejamos para obtermos aquilo que queremos. Um ciclo vicioso que o homem detém. A imutável batalha de personalidade, a dor, que é tentar manter uma moral implacável. No final, não existe moral, só uma falsa moral. Você é mal, inegavelmente, por mais que suas intenções sejam as melhores.
"O inferno está cheio de boas intenções."