Hoje eu tive um sonho. Apesar disto em si só já ser motivo para comemoração já que eu não durmo e quando durmo dificilmente sonho. Este sonho ainda, em particular, me trouxe lembranças e me fez indagar a atual situação da minha vida.
Sem mais, vamos à ele:
Eu estava em um shopping, passeando por uma passarela suspensa. Havia um pai e uma filha atrás de mim. A passarela era rolante, como em escadas rolantes, mas completamente na vertical. No fim havia uma parede. A passarela rolante me empurrava para essa parede. Por algum motivo eu cai para a esquerda e me pendurei em uma corda. O pai e filha e vinham atrás de mim se penduraram no lado esquerdo da passarela e voltaram pendurados para o começo da mesma. De repente vejo duas pessoas, homem e mulher, descalços, com trapos da cor da pele, sujos. Caminhavam em direção ao fim da passarela, eles ajudam pai e filha a se levantarem e os colocam em seu caminho, depois pulam da passarela para o chão abaixo. Eu observo isso ainda pendurado na corda. Depois eles sobem pela parede da passarela até o andar acima, bem em cima da parede que era o fim da passarela. "Vamos, se balance ai!" Diz a mulher para mim. Eu começo a me balançar e depois de três balançadas me salto em sua direção. Eu a acompanho numa corrida. O homem vai mais a frente e nós eventualmente o perdemos quando ele entra em um conjunto de apartamentos. Nós o seguimos naquela direção até chegar num ponto sem saída, cercados por apartamentos de todos os lados, então ouvimos pessoas vindo, não podemos mais voltar por onde viemos. "E agora... e agora..." ela indaga. "Vamos simplesmente voltar por onde viemos." eu digo a ela. "Não. Isso é desistir." ela diz. Eu olho para cima e vejo diversas janelas com barras de ferro pelo qual podemos subir até o telhado dos apartamentos. Aponto para ela, e ela corre em direção a parede com intenção de se impulsionar e subir. O sonho acaba.
Eu acordei, eram 03:40. Eu imediatamente me lembrei que em meus raros sonhos atuais eu nunca vejo paisagens. São sempre sonhos fechados quase que claustrofóbicos. E me lembrei ao mesmo tempo que em minha infância e adolescência meus sonhos eram todos abertos, com paisagens, fossem de lugares que eu de certa forma conhecia, fossem de lugares que eu jamais havia visto antes. Eu voava, eu corria, eu era livre. Ao mesmo tempo percebi que naquela época eu vivia na rua. Eu corria, brincava com meus amigos. Saia e voltava tarde. E agora eu vivo trancado em um quarto. Me queixando de como a vida é injusta. Me perguntando se eu devo voltar para o meu estado e cidade, mas... "Não. Isso é desistir." Então eu percebi que a única coisa que eu tenho que fazer. É me balançar, dar o meu jeito para sair dessa corda bamba, e depois procurar um jeito de subir. Ir para cima e não voltar atrás. Eu chegarei num beco sem saída, eu vou querer voltar, mas eu tenho que subir. Esse é o único caminho.
Obrigado sonho. Obrigado subconsciente. Eu peguei a mensagem.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário