Não, não é Corona. É a poeira acumulada mesmo.
Já fezem 11 anos que escrevo periodicamente aqui. É estranha a sensação, uma mistura de nostalgia e um pouco de tristeza. Aquela sensação que temos de que estamos em uma estrada, caminhando rumo a alguma lugar que nós simplesmente não fazemos ideia, e dai vamos perdendo pedaços... peças que vão ficando pelo caminho. Eu sei que é errado, mas já tem tanto tempo que eu sigo meu caminho olhando para trás, para uma parte da minha vida que já ficou bem além do horizonte.
A situação está bem difícil por aqui. Paguei com sangue e com bastante da minha própria sanidade por pecados que cometi. Há as quais não se pode perdoar, há coisas as quais eu acho que jamais me perdoaria, eu adoraria saber o que fazer, o que colocar como contrapeso, não quero comprar nada nem ninguém eu só queria mais uma vez sentir a liberdade de poder me comparar com aquele garoto que passava tardes trancado num quarto escuro jogando Harvest Moon... que sinceramente não se preocupava com nada. Todos os dias eu penso em como daria tudo para gritar para ele com todas as minhas forças para acordar, para se agarrar a tudo e a todos, porque todo aquele conforto vai desaparecer e tudo que ele vai sentir pelos próximos 11 anos(e ainda) será como estar solto nas águas de um rio cujas correntes se quebram violentamente em rochas... e eu não sei nadar muito bem.
Eu não sou uma má pessoa. Fraco e perdido, sim, mas eu não sou uma má pessoa. Mas toda vez que faço uma merda sinto que eu sou covarde. Toda vez que lembro de coisas que deveria ter feito diferente, me sinto covarde. Eu não sou uma pessoa independente, nunca fui, nunca disse ser. Sempre preferi pessoas me dizendo o que fazer, nunca achei isso ruim. Talvez seja ai onde está o problema. Talvez eu só não tenha aprendido a ser o que eu preciso ser. Talvez eu precise cortar esse cordão umbilical. Abrir os olhos, deixá-los arder na luz do dia.
Eu parei de fumar. Mas foda-se a quarentena, vou comprar um cigarro.
Ah... mudei as cores e o header do blog... o verde deixou meus olhos bem fudidos.
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